Segundo a tradição, o cadete era o soldado nobre por ascendência, titular do privilégio de acesso ao oficialato militar, sem estágio nos postos inferiores -- praça de pré-distinta, ora moço fidalgo, ora descendente de guerreiros enobrecidos nas batalhas.
Nos estados modernos, sem regalias de sangue ou de fortuna, o cadete continua a ser, contudo, por sua vocação e opção livre, um soldado privilegiado.
No Brasil, é o jovem, brasileiro nato, que ingressa nas Forças Armadas pelo assentamento de praça nas respectivas fileiras. Cadete da Aeronáutica é o jovem que vem para a Força Aérea, depois de preencher as condições legais de idade, escolaridade, aptidão física, exame médico e psicotécnico.
O Cadete da Aeronáutica, beneficiário de rigorosa seleção inicial, é, ao longo de sua preparação para o oficialato, objeto de contínuo e crescente apuro em sua formação. Como praça especial, tem graduação hierárquica, acima das demais praças e precedência sobre elas; como militar da ativa, tem o uniforme de uso privativo da Força Aérea. Esse uniforme, símbolo de autoridade militar, impõe-se, por força da lei, ao apreço de todos os cidadãos e, desrespeitá-lo, constitui crime de desacato.
A livre e genuína manifestação do sentimento patriótico é, então, fundamental. É prerrogativa do cadete preparar-se para servir ao futuro da pátria, ao amanhã da nação, de forma a assegurar-lhe a incolumidade, a perenidade e a honra.
É dispor-se, conscientemente, ao sacerdócio do oficialato militar e definir-se, desde logo, por um vivo traço de superioridade moral, capacidade de submissão voluntária à disciplina, à hierarquia e ao dever.
E ser Cadete da Aeronáutica é ser soldado de escol, que adestra o espírito e o corpo para o nobre ofício de servir ao Brasil, nos céus ou na terra, em atividades administrativas, operacionais e de combate. É este contexto que ele escolheu para honrar a pátria e defendê-la.
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